Quanto custa manter um site de empresa por ano, item a item
O orçamento do site responde quanto custa fazer. A conta que decide se ele vai existir daqui a três anos é outra: domínio, hospedagem, certificado, e-mail, backup, atualização e segurança, somados mês a mês.
Quase toda conversa sobre site começa pela mesma pergunta: quanto custa fazer um site. Ela é legítima e tem resposta objetiva, com prazo, escopo e entrega. O problema não é a pergunta. É ela ser a única.
Um site tem duas contas, e elas não se parecem. A primeira é a criação, que é única e acaba. A segunda é a manutenção, que é contínua, não produz nada visível e por isso é a primeira coisa a ser cortada quando o mês aperta. Quem só orça a primeira descobre a segunda no pior momento possível, que é quando algo parou.
Aqui vai a lista item a item do que um site de empresa custa por ano, e como ler uma proposta de manutenção sem depender de confiança. É o irmão do nosso post sobre quanto custa manter um aplicativo, e vale a mesma advertência: nenhum número aqui é tabela, são ordens de grandeza do mercado brasileiro que variam por porte, fornecedor e tamanho do site.
Por que "quanto custa um site" é a pergunta errada
Porque ela mistura duas naturezas de custo diferentes num número só, e o que sai disso não dá para comparar com nada.
O custo de criação é um projeto. Tem escopo, começo e fim. Paga-se uma vez, e o que se recebe é um site no ar. É a parte que todo orçamento descreve bem, porque é a que dá para fotografar.
O custo de manutenção é uma assinatura. Ele existe todo mês, independente de alguém ter pedido alguma coisa, porque o que ele paga não é trabalho novo: é o site continuar de pé, acessível, seguro e atualizado. Domínio vence. Certificado expira. Plataforma lança versão. Robô tenta invadir. Nada disso espera a empresa ter demanda.
Quanto custa hospedar um site por ano
A hospedagem é o espaço no servidor onde o site fica, e é ao mesmo tempo um item barato e decisivo. Site fora do ar não tem SEO, não tem formulário, não tem loja e não tem telefone tocando.
Em ordem de grandeza no mercado brasileiro, uma hospedagem compartilhada para site institucional vive na casa das dezenas de reais por mês. Um plano com mais recursos, para loja virtual ou site com muito acesso, sobe para a casa das centenas. Servidor dedicado é outro patamar, e só se justifica com volume que peça.
O que separa o barato do caro raramente é o espaço em disco. É o resto:
- Desempenho. Servidor lotado é a causa silenciosa de site lento, e lentidão custa venda. Escrevemos sobre isso em o que trava o carregamento de um site.
- Suporte. Numa sexta à tarde, o que vale é alguém atender.
- Backup. Plano barato costuma ter backup semanal, ou nenhum.
- Limite de recursos. Estourar o limite derruba o site sem aviso.
Registro e renovação do domínio: o item mais barato e mais perigoso
Um domínio .com.br custa por ano menos do que um almoço, e é o único item da lista cuja perda é praticamente irreversível: ele carrega todo o histórico de busca, todos os links recebidos e todos os e-mails.
Duas coisas precisam estar verdadeiras, e as duas costumam ser presumidas em vez de verificadas:
- O titular é a empresa. Registro em CNPJ da empresa, com contato de e-mail que a empresa controla. Domínio registrado no CPF do ex-desenvolvedor é da pessoa dele, não da empresa, e a discussão vira jurídica.
- A renovação não depende da memória de ninguém. Domínio vencido sai do ar, e depois de um período entra em disputa. Site e e-mail param juntos, porque os dois dependem do mesmo endereço.
É barato o suficiente para pagar vários anos de uma vez. Detalhamos o assunto em domínio próprio, titularidade e renovação.
Certificado SSL: quando é grátis e quando não é
O cadeado do navegador vem de um certificado SSL, e hoje ele não é opcional: navegador marca site sem ele como não seguro. Para a maioria esmagadora dos sites de empresa ele é gratuito, porque certificados automáticos cobrem site institucional, blog e loja virtual sem custo, e boa hospedagem já emite e renova sozinha.
O custo aparece em dois casos. O primeiro é o certificado pago com validação de organização, que algumas operações financeiras pedem, e que custa centenas de reais por ano. O segundo é mais comum: certificado que expira e não renova sozinho. Aí o preço não é o do certificado, é o do site passar o fim de semana exibindo alerta vermelho.
O que está incluso na mensalidade de manutenção de site
Aqui mora quase toda a diferença entre propostas que parecem iguais, porque cada fornecedor preenche a palavra manutenção de um jeito. Uma mensalidade honesta costuma cobrir:
- Atualização de plataforma e de plugins. Não atualizar é o caminho número um para invasão, e atualizar sem testar é o caminho número um para quebrar layout. Alguém precisa fazer as duas coisas.
- Monitoramento de disponibilidade. Alguém ou alguma coisa precisa avisar que o site caiu antes de o cliente avisar.
- Backup verificado. Cópia que nunca foi restaurada é cópia presumida, não backup.
- Segurança. Firewall de aplicação, bloqueio de tentativa de login, varredura de arquivo alterado.
- Pequenas alterações de conteúdo. Trocar telefone, atualizar horário, publicar uma notícia, subir foto nova.
- Correção de defeito. Formulário que parou, link quebrado, imagem que sumiu.
O que normalmente fica fora e é cobrado à parte: página nova, funcionalidade nova, integração com sistema, redesenho, produção de texto e de foto, campanha. Não é armadilha, desde que esteja escrito. Vira armadilha quando ninguém perguntou.
Backup: onde ele fica é mais importante do que existir
Backup é o item que mais se paga em um único dia ruim, e o mais fácil de ter no papel sem ter na prática. Três perguntas resolvem o assunto, e as três são sobre o mesmo ponto: backup que mora no mesmo servidor do site não é backup. Se o servidor for comprometido ou perdido, os dois vão juntos.
- Com que frequência é feito? Site institucional aguenta diário. Loja virtual com pedidos entrando precisa de algo mais próximo de contínuo, porque cada hora perdida é pedido perdido.
- Onde fica a cópia? Precisa haver pelo menos uma fora do servidor de produção.
- Em quanto tempo restaura, e alguém já testou? É a única das três que dá resposta honesta.
Tratamos os dois juntos em hospedagem, backup e site fora do ar, porque na prática são o mesmo problema visto em dois momentos.
E-mail corporativo por caixa: o custo que escala com a equipe
O e-mail no domínio da empresa costuma ser esquecido na conta do site, e é o único item que cresce com o número de pessoas. Ele é cobrado por caixa, por mês, e a faixa é larga: de poucos reais por caixa em soluções de hospedagem a algumas dezenas nas suítes corporativas com armazenamento grande e ferramentas de escritório junto.
Dois custos escondidos aqui. O primeiro é armazenamento, que só aparece no dia em que a caixa enche e o e-mail volta. O segundo é a saída de gente: a caixa precisa ser preservada, redirecionada e depois encerrada, e fazer isso errado perde histórico de cliente. O passo a passo está em o e-mail de quem sai da empresa.
O que costuma ficar de fora da conta
Itens pequenos que, somados, mudam o total do ano:
- Domínios adicionais. Variações de grafia,
.comalém do.com.br, domínios de campanha. Cada um renova sozinho, todo ano. - Licenças de tema e de plugin pago. Anuais, e quando vencem o item para de receber atualização de segurança.
- Serviços de terceiro. Pagamento, frete, chat, agendamento, mapa, disparo de e-mail. Vários cobram por uso.
- Conformidade. Banner de cookies, política de privacidade revisada, tratamento de dados de formulário. A LGPD no site da empresa não é item de software, é item de rotina.
- Conteúdo. Site que não publica nada perde posição sozinho, e hoje perde também espaço nas respostas de IA, assunto que tratamos em como aparecer no ChatGPT e no AI Overview.
Contratar barato e pagar caro depois: quatro cenários reais
Site fora do ar em dia de movimento. A hospedagem sem suporte responde em 48 horas úteis, e a economia de alguns reais por mês encontrou um fim de semana de campanha.
Site invadido. Plataforma desatualizada é alvo automatizado, não escolhido. O resultado é página de spam injetada, alerta do navegador, queda no Google e limpeza que custa mais do que anos de manutenção. Sem backup externo, ela pode não recuperar tudo.
Domínio perdido por falta de renovação. O aviso foi para um e-mail que ninguém acessa mais. Site e e-mail param no mesmo instante, e a recuperação depende de prazo e de sorte.
O desenvolvedor sumiu e ninguém tem o acesso. O mais comum dos quatro. Sem painel de hospedagem, sem registro do domínio, sem o código. O site continua no ar e completamente fora do alcance da empresa. Aí não existe manutenção possível: existe refazer.
Como comparar propostas de manutenção de verdade
Preço só compara quando o que está sendo comprado é o mesmo. Estas perguntas igualam as propostas, e todas devem ser respondidas por escrito:
- Em nome de quem fica o domínio? Titular tem que ser o CNPJ da empresa, com contato administrativo que a empresa acessa.
- Em nome de quem fica a hospedagem, e a empresa tem o acesso ao painel? Pode ser administrada pelo fornecedor, desde que a empresa consiga entrar.
- Onde fica o backup, com que frequência e em quanto tempo restaura?
- O que está incluso na mensalidade e o que é cobrado à parte? Peça exemplo concreto: trocar um banner está incluso? E criar uma página nova?
- Quantas horas de alteração por mês, e o que acontece se não usar?
- Qual o prazo de atendimento, e existe canal para urgência?
- Se a empresa trocar de fornecedor, o que ela leva? Arquivos, banco de dados e acessos. A resposta a esta pergunta diz mais sobre o fornecedor do que o preço.
Nenhuma delas é sobre desconfiança. São sobre continuidade: o site precisa sobreviver a uma troca de fornecedor, e é isso que separa um ativo da empresa de uma dependência.
Preciso pagar manutenção de site? Mensalidade ou por demanda
A pergunta real não é se a manutenção precisa existir, porque domínio, hospedagem e certificado serão pagos de qualquer jeito. É em qual formato pagar pelo trabalho humano.
Mensalidade faz sentido quando o site é canal de venda ou de captação, quando há loja virtual ou sistema integrado, quando o conteúdo muda com frequência ou quando parar por um dia dói de verdade.
Pagar por demanda faz sentido quando o site é institucional, muda duas vezes por ano, roda em estrutura simples e a empresa convive com prazo maior de atendimento. Nesse caso, contrate a infraestrutura com quem cuida dela e guarde uma reserva para chamado eventual.
O erro não é escolher um dos dois. É escolher nenhum, e descobrir no dia do problema que ninguém era responsável.
Perguntas frequentes
Quanto custa manter um site por ano no Brasil?
Não existe valor único, mas dá para somar por partes. Domínio é anual e barato, hospedagem compartilhada vive na casa das dezenas de reais por mês, certificado normalmente é gratuito e o e-mail é cobrado por caixa. Um site institucional simples fica na casa das centenas de reais por ano em infraestrutura, e a mensalidade de manutenção é o item que mais muda de proposta para proposta. São ordens de grandeza de mercado, não tabela.
Preciso pagar manutenção de site se ele não muda nunca?
Domínio, hospedagem e certificado continuam existindo mesmo em site parado, então uma parte do custo é inevitável. O que é opcional é a mensalidade de trabalho humano. Se o site é estático, roda em estrutura simples e a empresa aceita prazo maior para pequenos ajustes, pagar por demanda funciona. Se houver plataforma com plugins, loja ou formulários críticos, a atualização de segurança não é opcional.
O certificado SSL é pago ou gratuito?
Para a maioria dos sites de empresa, gratuito. Certificados automáticos cobrem site institucional, blog e loja virtual sem custo, e boa hospedagem emite e renova sozinha. Certificado pago só se justifica em casos que exigem validação de organização. O risco real não é o preço, é a renovação falhar e o navegador passar a exibir alerta de site não seguro.
O que acontece se o domínio vencer?
O site e os e-mails param no mesmo instante, porque os dois dependem do mesmo endereço. Depois do vencimento existe um período de recuperação e, passado ele, o domínio pode ser registrado por outra pessoa. É o item mais barato da lista e o único cuja perda é praticamente irreversível, então vale pagar vários anos de uma vez e manter o contato de renovação em um e-mail que a empresa controla.
O backup da hospedagem é suficiente?
Depende de onde ele fica. Cópia guardada no mesmo servidor do site não protege contra perda ou comprometimento do servidor, porque os dois se perdem juntos. O mínimo aceitável é ter pelo menos uma cópia fora da produção, com frequência compatível com o ritmo do site, e uma restauração já testada pelo menos uma vez.
O que está incluso na mensalidade de manutenção de site?
Costuma cobrir atualização de plataforma e plugins, monitoramento, backup, segurança, pequenas alterações de conteúdo e correção de defeito. Costuma ficar de fora página nova, funcionalidade nova, integração com sistema, redesenho e produção de conteúdo. Nada disso é regra de mercado, então peça a lista por escrito e com exemplo concreto antes de comparar preço.
Em nome de quem devem ficar o domínio e a hospedagem?
Da empresa, sempre. O domínio registrado no CNPJ, com contato administrativo que a empresa acessa, e a hospedagem contratada em nome da empresa, mesmo que administrada pelo fornecedor. Pode haver gestão terceirizada, não pode haver titularidade terceirizada: se o acesso não estiver com a empresa, trocar de fornecedor deixa de ser uma decisão e passa a ser uma negociação.
Manutenção parece despesa porque não gera nada visível. O que ela produz é ausência: o site não caiu, não foi invadido, não expirou, não ficou desatualizado. E ela é o que mantém verdadeira uma frase simples: a presença digital da empresa tem que ser dela, com domínio, hospedagem, e-mail e conteúdo sob controle próprio. Um site bem feito e sem manutenção vira, com o tempo, um site de outra pessoa.
Na NSWeb a manutenção vem com o que ela deveria ter: domínio e hospedagem em nome da sua empresa, backup fora do servidor, certificado renovado sozinho, atualização acompanhada e alguém para atender quando algo para. Fale com a gente e peça a lista do que está incluso, item a item, antes de comparar com qualquer proposta.